Entrar em Submundos é caminhar de mãos dadas com o tempo.
Nesta obra, convido você a acompanhar a trajetória de Catharina em diferentes estações da vida – da infância, quando tentava congelar o mundo em fotografias, à maturidade de uma mulher que precisou recolher seus próprios cacos depois do fim de um casamento.
Mais do que uma história sobre perdas e recomeços, Submundos também é, para mim, um testemunho do poder da escrita como cura. As palavras sempre foram uma das minhas maiores e mais antigas conselheiras. Foi nelas que encontrei uma forma de organizar sentimentos, transformar experiências e dar novos significados ao que um dia pareceu impossível compreender.
Nasci e moro em Jequié, na Bahia, e sempre encontrei beleza no silêncio e nas pequenas pausas do mundo – seja assistindo a filmes, ouvindo música, cantando, dançando, viajando, contemplando o pôr do sol ou os mistérios da lua. A solitude e esses pequenos encontros comigo mesma sempre foram combustível para a minha alma.
Foi também desses lugares que nasceu Catharina.
Submundos reúne, nesta versão definitiva, diferentes momentos de sua trajetória em uma única jornada de autodescoberta.
Talvez, ao acompanhar Catharina, você também reconheça alguma parte de si. Porque existem momentos em que todos nós nos perdemos no próprio enredo e precisamos aprender, novamente, a escrever a nossa história.
Que esta viagem seja tão transformadora para você quanto foi para mim.


